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Desistir não é opção

Com certeza em algum momento, você já pensou em desistir de algo: trabalhos, negócios, projetos, sonhos e relacionamentos, sejam amorosos ou não. O importante é que todas nós já vivemos ou já estivemos numa dessas encruzilhadas da vida. E é comum neste momento nos perguntarmos, “E o que vai acontecer se eu desistir?” ou “O que eu vou perder?”.

A expressão “desistir não é opção” foi usada recentemente pela Camila Farani em seu livro que recebeu o mesmo título. Neste livro Farani aborda as principais dificuldades enfrentadas por empreendedores desde o momento da concepção da ideia, como falta de controle financeiro, má gestão do tempo, querer fazer tudo ao mesmo tempo, não conseguir completar nada, falta de capacitação da equipe e falta de apoio, muitas das vezes não só da equipe, como da família e amigos. Ela descreve no livro os comportamentos, hábitos e atitudes de empresários de sucesso que venceram aquelas dificuldades para que os empreendedores e aspirantes a empreendedores conheçam como vencê-las, afinal as dificuldades todos conhecem, o que não sabem é como sobreviver a elas.

Manter uma empresa de pé e com sucesso sempre foi um desafio, mas nos dias de hoje é um baita desafio, a mortalidade dos negócios é alta, a concorrência é alta e sabemos que obter lucro demanda tempo, planejamento e disciplina. E nem sempre existe um fluxo de caixa que aguente esse tempo. Quando Farani fala em desistir não ser opção no mundo dos negócios, ela quer nos chamar atenção de que sempre devemos pensar em novas possibilidades e, principalmente, pensar sobre novas perspectivas, ou seja, fora da tal “caixa” ou “zona de conforto”. Ela fala sobre autenticidade, e assim não precisamos desistir, só precisamos estar atentas aos fatos e acontecimentos.

Eu gostei muito da abordagem no livro, mas quero dar um passo antes do momento de decidirmos ficar ou sair da “caixa”. Quando nos deparamos com esses momentos de decidirmos se desistimos ou não, normalmente somos tomados por emoções e sentimentos negativos, medo, insegurança, ansiedade dentre outros o que nos limita ter clareza no raciocínio. Sem essa clareza não analisamos sobre o que temos controle ou não naquela situação, é o que conhecemos como LOCUS DE CONTROLE, que nada mais é do que o grau em que as pessoas sentem que não têm controle sobre os eventos que influenciam as suas vidas.

Esse locus de controle pode ser interno ou externo. Se você acredita que você tem controle sobre o que acontece, então você tem o que os psicólogos chamam de um locus de controle interno. Mas, se você acredita que não pode controlar o que acontece com você e que as variáveis externas são as culpadas, então você tem o locus de controle externo.

Algumas características de cada locus:

Pessoas que utilizam mais o locus de controle interno

  • São mais propensos a assumir a responsabilidade por suas ações.
  • Tendem a ser menos influenciados pela opinião de outras pessoas.
  • Muitas vezes, fazem melhor as tarefas quando eles estão autorizados a trabalhar em seu próprio ritmo.
  • Geralmente têm um forte senso de auto-eficácia.
  • Tendem a trabalhar duro para alcançar as coisas que eles querem.
  • Sentem-se confiantes em face dos desafios.
  • Tendem a ser fisicamente mais saudáveis.

Pessoas que utilizam mais o locus de controle externo

  • Culpam forças externas para as suas circunstâncias.
  • Muitas vezes, dão crédito a sorte ou oportunidade por todos os sucessos.
  • Não acreditam que podem mudar a sua situação através de seus próprios esforços.
  • Frequentemente se sentem inúteis ou impotentes diante de situações difíceis.
  • São mais propensos a experimentar o desamparo aprendido.

Agora imagino que você está se perguntando se é melhor ter locus interno ou externo, certo?

O locus de controle é um continuum. Ninguém tem um locus de controle 100% interno ou externo. Em vez disso, as pessoas estão em algum lugar no continuum entre os dois extremos.

O locus de controle interno pode ser entendido como sinônimo de autodeterminação, e por isso parecer melhor do que o locus externo. Mas, veja esse exemplo, uma pessoa que não é boa em atividades físicas e não gosta de praticar esportes se vê numa atividade em grupo que demanda tais habilidades e não se sai bem, a pessoa com locus de controle interno pode se sentir deprimida por tanta cobrança com resultados e já uma pessoa com locus de controle externo vai dizer “poxa o sol atrapalhou”, “tava muito quente” ou a atividade é muito difícil.

Entender e conhecer locus controle faz parte do autoconhecimento. Conhecermos nosso perfil comportamental, nossos comportamentos e habilidades e como funciona nosso locus controle, faz diferença nos negócios e na vida pessoal. Você começa entender suas reações diante as adversidades.

Excelente semana Donadelas!

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