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Eu não vou mentir para você…

…estou me sentindo vulnerável.


Tenho andado confusa, fico triste, choro e sinto um desconforto no peito. Transbordo as emoções como água vazando na piscina de borda infinita após um mergulho.


Às vezes penso que é por conta das transições planetárias do signo de gêmeos; outras vezes acho que minha cabeça está muito cheia de informações: estou me esforçando demais para processar todas elas e as coisas vão escapulindo, fugindo ao controle. Às vezes acho que é a vida que está esquisita mesmo.


Tem dias que me sinto feia, fraca e só quero uns abraços bem apertados.


Experimentar as minhas emoções e trazê-las do meu quarto para esta grande sala com expectadores, é um ótimo exercício. Por mais que isso pareça estranho, te garanto que é bom para mim e para você.


Nosso cérebro é fotográfico, trabalha por ideias e imagens. A cada nova palavra uma associação imediata. Quando você lê “confusa, triste, vulnerável” a sua mente já projeta algo que deve ser evitado fortemente, porque expõe medo, incerteza e vergonha. Porém, ao partilhar as minhas emoções, crio conexões mais fortes com você, gerando pertencimento e valor. Ao falar das minhas feridas, de uma certa maneira te concedo a permissão para falar das suas também e de ser livre para ser quem você é.  Nesse cenário, a minha vulnerabilidade não é sinônimo de fraqueza e sim de coragem e de incentivo. As palavras decodificadas como fragilidades, ganham o lugar de força.


Contar a minha história, revelando os pedaços difíceis, com honestidade comigo, vai me fazer retornar ao caminho que almejo, evoluir no meu autoconhecimento, aprender novos jeitos de fazer. Assumir as minhas imperfeições, me transporta para o lugar comum que pertence a todos nós e que nunca há de se perder: o de ser humana.


Agora me conta:


Você tem vivido dias confusos? Dias em que muitas coisas não têm dado certo?


Você foi arrogante no seu trabalho, passou da medida, querendo provar a sua capacidade?


Você falhou numa atitude com o seu filho e agora se sente culpada?


Bem vivida a sua vida. Aceite os riscos emocionais, guarde as respostas na sua coleção de coragens e depois conta para outra mulher. Novos ciclos começam quando nos despedimos das nossas armaduras e falamos mais de nós.


Me escreve partilhando sobre você: Qual o pedaço que anda difícil por aí?


Pode contar comigo: Você faz bem para mim, eu faço bem para você.

Beijo beijo.                                                                                 

 

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*Os textos de nossas colunistas são de inteira responsabilidade das mesmas e não refletem, necessariamente, a opinião da Donadelas.

2 respostas

  1. Leonar, quem me abraçou agora foi você! Que delícia ter acessado o seu coração e despertado a força que mora lá dentro. Me sinto honrada, viu?
    Uso o recurso da escrita para dividir a minha alma inquieta de amor com vocês. Geralmente os acessos são acolhidos silenciosamente. Quando você me devolve a tua voz, meu dia fica em festa.
    Gratidão!
    Posso compartilhar o seu comentário, com o intuito de que outras vozes da emoção se juntem a nós?
    Beijo beijo.

  2. Sei que o público da Donadelas é feminino, mas seu texto me deu um abraço…rs.
    Grato por sua coragem e disponibilidade para ajudar e inspirar posicionamentos mais claros e libertadores. Fiquei mais forte com sua verdade exposta.
    Obrigado, abraço e paz.
    Leo

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